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Out
22

o desenvolvimento de um bebé

Posted by mae.eu under artigo

Há uns tempos que andava à procura (mas não muito intensamente) de um artigo que falasse acerca dos marcos mais importantes no desenvolvimento de um bebé. Hoje encontrei um artigo que fala de um modo simples acerca dos principais marcos mensais. É claro que não são regras, mas apenas comportamentos indicativos, pois cada bebé tem o seu ritmo e está sujeito a diferentes estímulos.

UM MÊS

Dorme bastante.
Visão é limitada. O bebê vê somente se o objecto for colocado próximo a seus olhos.
Movimenta o corpo em cadência com a voz.
Chora por comida e mama a cada três ou quatro horas, mas os intervalos podem ser menores.
Reage aos sons mais altos e pode assustar-se com ruídos inesperados.
Como estimular a aprendizagem: conversas, sorrisos, toques, músicas de embalar e olhar directamente nos olhos.

Meninos:
Estatura: 55 cm
Peso médio: 4,2 Kg

Meninas:
Estatura: 53 cm
Peso médio: 4 Kg

DOIS MESES

Acompanha pessoas e objectos.
Consegue emitir sons.
Tenta levantar o tórax com a cabeça. Nessa fase, o bebê está com os músculos do pescoço mais enrijecidos.
Acalma-se ao ouvir vozes e sorri.
Mexe braços e pernas desordenadamente por causa da falta de coordenação.
Tentar pegar objectos suspensos.
Como estimular a aprendizagem: levantá-lo para ver ao seu redor, colocar objectos próximos a seu campo de visão e instalar móbiles no berço.

Meninos
Estatura: 57cm
Peso médio: 5 Kg

Meninas:
Estatura: 55 cm
Peso médio: 4,8 Kg

TRÊS MESES

Glândulas lacrimais começam a funcionar.
Reconhece os pais.
Começa a firmar a cabeça.
Ganha peso.
Agita-se com brincadeiras, escuta música e responde aos estímulos dos pais com sorrisos, sons vocálicos e gritinhos.
Brinca com as próprias mãos, levando-as à boca.
Consegue segurar objectos com firmeza por alguns minutos.
Fica de bruços e apoia-se nos antebraços para ver o que acontece ao seu redor.
É curiosa. Procura objectos que foram removidos para longe de sua visão e segue objectos com o olhar até 180 graus.
Como estimular a aprendizagem: brincar com gestos e palavras, colocar um chocalho em sua mãozinha e levar para passear.

Meninos
Estatura: 61 cm
Peso médio: 5,7 Kg

Meninas
Estatura: 60 cm
Peso médio: 5,5 Kg

QUATRO MESES

Grita forte.
Demonstra preferência por brinquedos.
Ri bastante e expressa desagrado.
Reconhece a voz dos familiares.
Podem ser incluídos na alimentação sumos e papinha de frutas.
Capacidade visual aumentada.
Fica em pé quando segurado pela cintura.
Explora objectos com a boca.
Balança brinquedos sonoros.
Como estimular a aprendizagem: oferecer objectos interessantes para o toque e imitar seus próprios sons.

Meninos
Estatura: 62 cm
Peso médio: 6,3 Kg

Meninas
Estatura: 61 cm
Peso médio: 6,1 Kg

CINCO MESES

Imita caretas.
Segura objectos com firmeza e consegue arrastar-se para pegar neles.
Chupa os dedos dos pés e brinca com eles.
Percebe o barulho dos brinquedos.
Fica atento para o que acontece ao seu redor.
Balbucia.
Movimenta-se com mais agilidade e pode rolar.
Tenta fazer força para sentar-se.
Consegue discernir uma voz doce de uma áspera.
Demonstra com expressão fácil algo que lhe desagrada.
Chacoalha brinquedos, brinca de esconder e passa objectos de uma mão a outra.
Como estimular a aprendizagem: brincar na hora do banho e tocar músicas variadas.

Meninos
Estatura: 63 cm
Peso médio: 6,9 Kg

Meninas
Estatura: 62 cm
Peso médio: 6,7 Kg

SEIS MESES

Leva tudo à boca.
Olha quando é chamado.
Podem nascer os primeiros dentinhos (geralmente os centrais superiores).
Fica sentado.
Balbucia monossílabos associados com figuras.
Gosta de brincar de esconder.
Estica os bracinhos para pedir colo.
Elege o brinquedo favorito.
Como estimular a aprendizagem: dar alimentos diferentes para manusear, muito carinho e atenção e incentivo para que se arraste para pegar nos brinquedos.

Meninos
Estatura: 64 cm
Peso médio: 7,5 Kg

Meninas
Estatura: 63 cm
Peso médio: 7,3 Kg

SETE MESES

Grita e ri alto.
Ensaia gatinhar, mas ainda não consegue.
Tem uma visão maior do mundo.
Apanha pedacinhos de comida e come.
Adora trocar objectos de uma mão a outra.
Levanta os braços em saudação.
Tem reações de estranheza a pessoas e objectos não conhecidos. Sente medo.
Repete os próprios sons.
Como estimular a aprendizagem: deixá-lo livre para explorar seus brinquedos e dar o maior número de objetos sonoros.

Meninos
Estatura: 66 cm
Peso médio: 8 kg

Meninas
Estatura: 65 cm
Peso médio: 7,7 Kg

OITO MESES

Ganha força no quadril e alguns conseguem gatinhar.
Senta sozinho.
Adquire mais dois dentinhos.
Começa a entender o significado do não.
Começa a ficar de pé com apoio.
Segura objectos com a ponta dos dedos.
Bate palmas.
Coloca vários cubos dentro de uma caixa.
Acena e pára quando lhe dizem “não�?.
Manifesta sentimentos de raiva quando é contrariado.
Como estimular a aprendizagem: passear ao ar livre, mostrar tudo o que acontece ao redor. A mãe deve demonstrar que continua por perto, pois nessa fase o bebé percebe que é uma pessoa separada dela e isso o angustia.

Meninos
Estatura: 68 cm
Peso médio: 8,4 Kg

Meninas
Estatura: 67 cm
Peso médio: 8,2 Kg

NOVE MESES

Consegue gatinhar bem. Adquire mais força nos pés.
Gosta de ser o centro das atenções e faz gracinhas.
Agarra-se a móveis e consegue se levantar.
Podem nascer mais dentinhos.
É capaz de usar chávena ou copinho.
Muito activo durante o dia: olha entre as pernas abertas, empilha dois cubos, imita sons, encontra brinquedos escondidos, gosta de atirar objectos ao chão e vê-los cair e repete sílabas.
Como estimular a aprendizagem: mantê-lo em pé para fortalecer sua musculatura, oferecer livros com cores fortes, conversar e explicar tudo o que será feito, seja no banho, na refeição ou na troca de roupa.

Meninos
Estatura: 69 cm
Peso médio: 8,9 Kg

Meninas
Estatura: 68 cm
Peso médio: 8,6 Kg

DEZ MESES

Senta e levanta sozinho.
Dá tchau.
Pode falar pai e mãe.
Gatinha bem e fica em pé com apoio.
Gira a parte superior do corpo para alcançar um objecto.
Melhora a habilidade manual.
Começa a definir qual mão será a dominante.
Troca passinhos com apoio.
Imita sons e pode falar dissílabos.
Interesse por fotos, desenhos e figuras.
Como estimular a aprendizagem: contar histórias, mostrar figuras de livros infantis e dar brinquedos de encaixe.

Meninos
Estatura: 71 cm
Peso médio: 9,3 Kg

Meninas
Estatura: 70 cm
Peso médio: 9,1 Kg

ONZE MESES

Suporta bem ficar períodos sozinho.
Brinca com outras crianças.
Caminha com apoio, desloca-se segurando em móveis e passa da posição de pé para sentado.
Vira páginas de um livro, segura copos e chama adultos e crianças para brincar.
Ganha mais dentinhos.
Atende a “dá�?, mas não solta o objecto.
Move-se com agilidade, sobe e desce de móveis e escadas, abre gavetas, etc.
Começa a ter noção do que é proibido e permitido.
Como estimular a aprendizagem: brincar de tirar e colocar objectos de uma caixa e cantigas de roda.

Meninos
Estatura: 73 cm
Peso médio: 9,6 Kg

Meninas
Estatura: 72 cm
Peso médio: 9,4 Kg

DOZE MESES

Interesse pelas cores.
Coopera para se vestir.
Entrega um brinquedo quando pedem.
Linguagem fica mais apurada.
Dá uns passinhos, mas prefere gatinhar.
Pode fazer alimentação variada com a família e gosta de comer com as mãos.
Define gostos e aversões e pode ter menos apetite.
Lembra onde estão guardados seus brinquedos.
Como estimular a aprendizagem: imitar sons de bichinhos e estimular a andar.

Meninos
Estatura: 75 cm
Peso médio: 10,1 Kg

Meninas
Estatura: 74 cm
Peso médio: 9,8 Kg.

fonte: http://www.farmais.com.br/revista-s.asp?Sect=Sa%FAde&Nr=79

Massagem indiana que tranquiliza, evita cólicas, insónias, melhora a digestão e ainda ajuda a aprofundar a relação de afecto entre a mãe e o bebé.

O QUE É SHANTALA:
O obstetra Fréderic Leboyer percebeu que na �ndia, apesar da pobreza, as crianças tinham bom tônus muscular e eram alegres. Foi pesquisar e conheceu Shantala, nas ruas pobres de Calcutá. A mulher estava com o filho no colo e massajava a criança com naturalidade. Leboyer descobriu que aquilo era uma tarefa diária das mães indianas, gostou do que viu e resolveu trazer para a Europa o que havia aprendido. Baptizou a massagem de Shantala, e escreveu um livro sobre o assunto. A Shantala pode ser feita em crianças até 9 anos.

Massagem Shantala - este é um pdf que construí com base num site, para ser mais fácil de imprimir e aprender a fazer!

E fica aqui também um link do YouTube com a técnica em vídeo:

[youtube bap4u5YDFIs]

Vamos começar a fazer diariamente esta massagem na Maria :D

Set
24

conforto no parto

Posted by mae.eu under artigo

conforto  no parto

Para quem quiser fazer download gratuito, pode fazê-lo aqui…
É um pequeno livrete muito interessante para quem está grávida, para quem precisa de apoiar uma grávida…
Para usar e abusar!

Para quem puder ir assistir :)

workshop “Resgatando o Parto Natural”
29 de Setembro 2007 pelas 14h30m

Centro de yoga e bem-estar – Figueira da Foz

Os desenvolvimentos que foram acontecendo, em especial a partir da segunda metade do século passado e em particular na área da saúde, e que nos acompanham na actualidade, têm sido colocados à disposição do ser humano no sentido de dar respostas a algumas das suas necessidades. Verifica-se contudo que todos estes recursos têm vindo a ser utilizados de forma indiscriminada, traduzindo muitas das vezes modificações do comportamento humano.

O parto tem sido dos exemplos mais paradigmáticos do quanto o recurso à tecnologia e ao medicamento foi modificado na sua essência. De um processo natural e humano, foi transformado em processo patológico que necessita de internamentos, medicamentos e actos médicos complicadíssimos.
O resgate do parto como evento natural e humano impõe-se hoje à alternativa do parto medicalizado e intervencionado no sentido de devolver à mulher o protagonismo deste evento e o poder do momento.

Objectivos do workshop:
- Conhecer as diferentes perspectivas do parto nos nossos dias;
- Obter informações sobre o parto nos nossos dias;
- Conhecer quais as ajudas que se pode ter na assistência ao parto;
- Conhecer as vantagens para a mulher, família e sociedade do parto natural;
- Desmistificar tabus e mitos sobre o parto;
- Conhecer métodos de alívio da dor no parto natural;
- Conhecer diferentes formas de parto no parto natural;

Intervenientes:

Aleksandra Berg
Antropóloga da Cultura especializada em Antropologia da Saúde e Doula da Associação de Doulas de Portugal. Ainda durante os estudos integrei a equipa do European Environment Centre, em Varsóvia, ONG dedicada à sensibilização ambiental a nível europeu. Em 2001, numa parceria com a associação Quercus, viajo para Portugal e desenvolvo o projecto de voluntariado europeu “Pensam que é por milagre – Usos da Natureza na Cultura Popular das Beiras”. Fui bolseira da Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT) no projecto de investigação “Vivências de Saúde e Bem-Estar” na Universidade Aberta, que incidiu sobre os hábitos de vida e suas implicações na saúde.

António Manuel Rodrigues Ferreira

Enfermeiro Especialista em Saúde Materna e Obstétrica a trabalhar no Bloco de Partos de uma Maternidade Central e, como Professor convidado, no Instituto Superior Jean Piaget de Viseu na Escola Superior de Saúde. Mestrado em Ciências da Enfermagem, Pós-graduação em Pedagogia da Saúde, Pós-graduação em Administração de Serviços de Saúde, Formação de Formador, Formação/Formador em Aleitamento Materno.

Cristina Pires da Silva
Doula da Associação de Doulas de Portugal, Engenheira Civil de formação académica. Delegada distrital da Humpar (Associação Portuguesa de Humanização do Parto) do distrito de Coimbra. Fez formação de Doula pela Associação de Doulas de Portugal e pela DONA International (Doulas of North América). Como Doula oferece apoio emocional, informativo e físico a mulheres na gravidez, parto e no pós-parto. Autora do blog “Sobre(viver) a Cesariana” (http://sobcesaria.blogspot.com/ <http://sobcesaria.blogspot.com/> ) que trata de questões sobre humanização do nascimento e colaboradora
no blog da Associação de Doulas de Portugal (http://doulasdeportugal.blogspot.com/). Criou um fórum de apoio
direccionado especialmente para mulheres submetidas à cesariana e grávidas. É mãe de um menino com 2 anos.

Mary Zwart

Parteira Holandesa. Graduada pela “Amsterdam Midwifery School” em 1969. Recebeu formação de enfermagem no Leiden Academic Hospital. Exerceu a profissão de forma liberal de 1973 até 1996. Desde 2000 que participa num movimento pela humanização do nascimento no Brazil. É fundadora da European Perinatal School assim como é membro da European Network of Consumers and Childbirth Educators and the Coalition for Improving Materity Services. Mary gosta de ensinar obstetrícia internacionalmente e recentemente voltou a exercer a profissão de parteira. Tem uma filha e gosta de colecionar todo o tipo de objectos obstétricos.

Para inscrições:

Centro de Yoga e bem-estar
Pr. General Freire de Andrade (Praça Velha) 20 1º
São Julião – Figueira da Foz
telefone: 91 423 80 10
email: tao.centro@gmail.com

Preço por pessoa:25 euros
preço por casal: 40 euros

Achei esta entrevista super interessante, por isso a transcrevo para aqui.
Saiu na Visão nº 588 de 9 Jun. 2004.

Sheila Kitzinger

QUEM É: Professora de enfermeiras obstetras, SheilaKitzinger , 75 anos, corre mundo a falar da experiência do parto. Filha de uma parteira – que criou uma das primeiras clínicas de planeamento familiar, no Reino Unido –, percebeu, quando entrou para a faculdade, em Oxford, que toda a antropologia social andava à volta de visões masculinas.

CONDECORAÇÕES Agraciada com a Ordem do Império Britânico, pelos seus serviços à educação sobre o parto.

LIVROS Mais de 20. Três – Mães, A Experiência do Parto e Um Estudo Antropológico da Maternidade – estão disponíveis em português.

Polémica, esta antropóloga social conseguiu pôr o nascimento na lista de prioridades dos políticos

Mãe cinco vezes e avó outras três, sempre de bebés nascidos em casa, Sheila Kitzinger não tem dúvidas de que o parto pode ser uma experiência altamente sexual. Para a antropóloga social, obrigar as mulheres a parir numa cama é «uma tortura» e a generalização da episiotomia (corte do períneo para evitar rasgões naturais, durante o parto) é a «mutilação genital feminina» do Ocidente. Assim fala a mulher referida pelos jornais britânicos como MotherofBirth (mãe do parto) do Reino Unido e graças a quem o seu país se tornou um dos mais avançados em termos de prática obstétrica.

Visão: O que fez para ser considerada a «mãe do parto», no Reino Unido?
SHEILA KITZINGER: No passado, o nascimento era considerado uma acto pessoal e biológico, tão antigo que não havia nada para dizer sobre ele. Eu fui a primeira pessoa a falar do parto como uma experiência. Não importa apenas se a mulher e o bebé estão vivos e de boa saúde, mas também como foi a experiência para a mãe. Isso tem implicações na forma como vai encarar a maternidade, a sua relação com o bebé e com o pai. Comecei a falar disto há 40 anos.

O que há de novo, na experiência do parto?
O nascimento tem a ver com a política, a identidade das mulheres, a forma como se relacionam com os homens e com os profissionais. Quando uma mulher dá à luz, é o parto dela, o bebé dela, o corpo dela. Devia poder escolher o que quer que aconteça. A grávida devia poder escolher uma parteira e só ter um obstetra quando há riscos envolvidos. São mais seguros os cuidados de uma parteira, desde a gravidez até ao nascimento.

Como é que o trabalho de uma parteira é mais seguro do que o de um obstetra?
As parteiras são especialistas em partos normais. Os obstetras, em partos anormais. Quando se trata o parto normal como se fosse anormal, acaba por se fazer dele anormal: intervém-se, administram-se drogas, estimula-se o útero para uma actividade artificial. E isso é perigoso.

Que perigos têm essas intervenções médicas?
Quando se estimula o útero de forma desnecessária, pode-se bloquear o fluxo sanguíneo na placenta, o que reduz o sangue oxigenado para o bebé. Além disso, as contracções são muito dolorosas e as mulheres não as conseguem controlar com relaxamento e respiração. Acabam por precisar de drogas contra a dor. Com essas drogas vêm outros efeitos secundários. É um ciclo. Uma intervenção leva a outra e acaba-se com um parto medicamente assistido.

A maioria das mulheres portuguesas não se queixa de assistência a mais, mas de ninguém as ter ajudado a ter um parto menos doloroso e mais rápido.
O que interessa não é ser mais rápido. Quanto mais rápido, mais doloroso. Se se queixam de muitas horas de trabalho de parto, é porque foram cedo demais para o hospital. Acredito muito no parto em casa. Há provas de que é seguro, quando não há gravidez de risco.

Como se define o risco?
Diabetes, bebés prematuros (menos de 37 semanas de gravidez), mulheres com hemorragias, tensão alta ( pré-eclampsia ).

Esses são os riscos predeterminados. O problema pode surgir durante o parto, como o cordão umbilical à volta do pescoço…
Quando o cordão está no líquido amniótico, é como spaguetti no molho. Se se rompem as águas para acelerar o trabalho de parto artificialmente, o bebé desce muito rapidamente e aí o cordão, pode, de facto, estrangular o bebé. Mas, normalmente, o cordão flutua no líquido amniótico e pode estar à volta do pescoço do bebé sem que haja perigo.

E os bebés que não deram a volta para ficarem em posição fetal?
Sim, isso é um problema. Nesses casos, pode fazer-se uma cesariana, mas é melhor voltar o bebé com as mãos.

Como?
Chama-se inversão externa. Pode fazer-se depois das 37 semanas de gestação ou no início do trabalho de parto. Primeiro, massajam a mulher, de forma a que ela fique muito relaxada; a seguir, fazem-na balançar as ancas; e, depois, o médico empurra o bebé pelo rabo e roda-o, aos poucos, até que ele dê a volta, tudo com as mãos em cima da barriga da mãe. Os médicos deviam aprender a fazer isso.

Parece um método muito falível.
Há bebés que voltam à posição inicial, porque gostam mais de estar assim.

Nesse caso, a cesariana impõe-se?
Pode fazer-se cesariana ou um parto normal, desde que seja de pé. O bebé fica pendurado com as pernas de fora até que a cabeça saia devido ao peso do corpo.
É outra forma de ter um bebé de rabo.

Esta solução seria mais perigosa?
Não. Depende do tamanho do bebé e do canal pélvico da mãe.

Para isso tudo, são precisas parteiras com muito boa formação.
Sim, claro. Neste momento, ainda não é assim em Portugal. Brevemente, terão três anos só para se especializarem em partos, o que deverá ser suficiente.

Ainda assim, todas essas alternativas parecem coisas arriscadas do passado, que já ninguém se atreve a fazer.
Vocês estão tão atrasados nestas coisas, que pensam assim. No Canadá e noutros países mais desenvolvidos, o trabalho das parteiras está a ser ressuscitado. Os obstetras abordam o nascimento do ponto de vista da patologia. Tratam todas as mulheres como uma ainda-não-doente .

Tendemos a pensar que o obstetra é mais especializado, mais sabedor do que uma parteira.
É verdade, eles são especialistas. Mas podem não saber absolutamente nada sobre partos normais. Alguns nunca viram um.

Será assim porque obstetra é sinónimo de hospitalização?

Sim. Mas, no Reino Unido, as parteiras fazem 70% dos partos nos hospitais. Aqui patologizam o nascimento. Abusam da episiotomia . Feita rotineiramente, é mutilação genital feminina. Falamos da mutilação genital em �?frica, mas nós também a temos. Porquê fazer do nascimento uma cirurgia? Porquê fazer um corte? As mulheres ficam marcadas.

Marcadas, como?
Nos anos 70, fiz um estudo sobre a vivência das mulheres a quem foram feitas episiotomias . Havia muita investigação, mas todas sobre a forma como se faz o corte ou como se cose, nunca sobre os sentimentos das mulheres. Às vezes, o corte é apertado e a costura muito pequena, de forma que não podem ter relações a seguir. Uma episiotomia é um corte de terceiro grau, o que significa que vai até ao ânus. É como um velho lençol, se não se fizer um corte, é mais difícil de rasgar.

O princípio não é o mesmo para o corte natural?

Não. As investigações mostram que não se estende tanto como um corte artificial. Geralmente, a cura é mais fácil, depois de um rasgão natural. O ideal é o nascimento ser mais suave e vagaroso. Aí, gradualmente, os tecidos podem alargar-se, como as pétalas de uma flor ao sol.

Mas, dessa forma, não é mais moroso?
É, mas também mais agradável. Pode ser muito excitante. Isto são os nossos órgãos sexuais.

A versão do sofrimento do parto é muito mais frequente do que a do prazer e excitação.

Que triste! O nascimento é uma experiência psicossexual . O desejo de empurrar o bebé para fora pode ser fortemente sexual. Se a mulher seguir o seu próprio ritmo e estiver em contacto com o útero, pode ser muito excitante. Sim, há dor, mas ela é pouco importante, comparada com a emoção, desde que haja o ambiente certo.

O que é o ambiente certo para um nascimento?
Tem, sobretudo, a ver com as pessoas que estão à volta da mulher. Deitada na cama, fica numa posição terrível. Pior, só pendurada de cabeça para baixo. De pé, pode ser bom, ou de gatas, ou sentada na beira da cama, com as pernas bem abertas, ou mesmo de joelhos. Até o bebé sair, a mulher sente a necessidade de mexer as ancas, de fazer uma espécie de dança do nascimento, o que se torna impossível se for obrigada a estar na cama.

Se toda a gente acha que uma cama de hospital não é o melhor ambiente para se ter um bebé, porque é que continua a ser assim?

Está a mudar, mas não suficientemente depressa. Na Holanda, 30% das mulheres têm os filhos em casa e não é mais perigoso, desde que não haja riscos associados. Só é preciso uma ligação próxima ao hospital, o que deve ser tratado pela parteira. As coisas só mudarão se as mulheres derem as mãos às parteiras e trabalharem juntas, no mesmo sentido. Precisamos de profissionais muito boas para os partos serem mais seguros e positivos para as mulheres e as famílias. Hoje, em Inglaterra, muitas mães têm os bebés numa pequena piscina. A minha filha teve três filhos assim, em casa.

Na piscina, não há o perigo de o líquido amniótico sufocar a criança?
Faz falta mais investigação, porque é uma forma moderna de dar à luz. A grande vantagem de ter um bebé na água é que as margens da piscina impedem outras pessoas de estar em cima de nós. Nos hospitais, há sempre muita gente a dar ordens. Dizer à mulher para fazer força, no momento do parto, é como mandá-la ter um orgasmo quando está a ter relações. Não é preciso. Ela sabe muito bem o que tem a fazer.

É o instinto a funcionar?
É o nosso próprio mundo. Na piscina, somos livres de nos mexermos como queremos.
O meu neto tinha 4 quilos e a mãe nem sequer teve um rasgão. Pôs-se de gatas e o bebé saiu por trás. Não foi preciso ninguém dizer-lhe nada. É muito triste que estas coisas não aconteçam em Portugal! Aqui, transformaram o parto numa tortura, sem necessidade nenhuma. As mulheres têm de fazer pressão para a mudança!

Em casa, não há monitorização do bebé. Como se pode fazer um parto em segurança?
As parteiras têm um pequeno scannerportátel que lhes permite ouvir o bebé, o que fazem de forma intermitente. Não é preciso estar a ouvir o bebé a toda a hora. As investigações mostram que utilizar o scanner é tão seguro como usar um aparelho mais complicado. Até é mais seguro.

Como?
Faz com que a cesariana seja menos frequente. Um dos problemas da maquinaria é ser interpretada de forma incorrecta pelos especialistas.

Tem cinco filhos. Como foram os seus partos?
Nasceram todos em casa. Tive um rasgão com o primeiro filho e precisei de pontos, mas fiquei bem, depois disso. O meu quarto filho nasceu muito depressa, em 40 minutos, por isso foi muito doloroso. No quinto, não tivemos tempo para chamar a parteira. O meu marido estava a filmar e só dizia: «Sorri! Sorri!» E foi o que fiz. Não quis pôr as minhas mãos entre as pernas, porque isso ia estragar-lhe o filme. Por isso, o bebé saiu sozinho. Eles podem fazer isto, quando não estão drogados.

A epidural tem essa interferência?
Em princípio, não. A epidural é boa para as mulheres que estejam com muitas dores e que a queiram. No meu tempo, não havia, mas eu teria odiado não sentir.
O importante é sentir tudo. Se se aprender a fazer isso, através da respiração e relaxamento, é como uma contemplação com o nosso corpo. É como se o útero fosse o condutor e a mulher o maestro da orquestra.

Consegue-se dirigir essa orquestra, num hospital?

Temos de melhorar o ambiente nos hospitais. No Reino Unido, muita coisa está a mudar. A dor é pior, quando estamos presos e nos sentimos um bocado de carne na mesa. Não adianta dizer que não há dores, mas não tem de ser assim. O parto é um trabalho de músculos. Não é dor, mas há dor. Há cada vez mais mulheres a olhar para o nascimento como um trabalho do seu corpo, sem a ajuda do médico.

O que se observa hoje é exactamente o contrário. As mulheres não pedem partos mais naturais, mas, sim, mais cesarianas, para evitar a dor e o risco.

O que é um parto normal? Não é normal pedir a uma mulher para subir para uma cama e fazer o trabalho de parto deitada. O corpo é da mulher. A escolha deve ser dela. Acho que deve ter o direito de pedir uma cesariana. Mas porque é que elas querem cesarianas? Porque lhes é dito que é mais seguro para o bebé, acham que não vão ter dores, é-lhes garantido um obstetra e pensam que a vagina não será afectada e poderão ter sexo sem problemas.

Porque é que o parto acorda tantos medos?
Para muitas mulheres, a primeira experiência foi traumática. Tenho uma rede de apoio em caso de crise do parto, em que respondemos a pedidos de ajuda. Muitas mulheres sentem-se encurraladas, violadas. Isto é mais frequente quando há muita intervenção médica, em especial no que toca a induzir e a acelerar o trabalho de parto. Algumas têm pesadelos e flashbacks, numa segunda gravidez, e sofrem de stresse pós-traumático.

Tem muitas guerras com os médicos?
Não. Nem sempre concordam comigo, mas não estou contra os obstetras. Claro que precisamos deles e alguns são muito bons.

Na sequência do post anterior, não poderia deixar de referir as novas medidas de incentivo à natalidade a implementar pelo Estado Português:

O alargamento do abono de família às grávidas a partir do terceiro mês – um verdadeiro subsídio à natalidade a famílias carenciadas – é a primeira parte de um pacote de medidas de apoio à natalidade, arma política guardada pelo primeiro-ministro para o debate de ontem do Estado da Nação.

Para começar a ser aplicado já em Setembro e orçado em cem milhões de euros, este conjunto de iniciativas legislativas incluiu o aumento do abono para as famílias com mais filhos entre o segundo e terceiro anos de vida. Além disso, Sócrates reiterou a construção de mais 136 creches, nas quais poderão vir a ser acolhidas seis mil crianças.

“São medidas poderosas de incentivo à natalidade e que exprimem uma responsabilidade do Estado, criar as condições para as famílias terem os filhos que ambicionam e podem ter”. Foi a justificação política avançada por José Sócrates, que entra – segundo garante o próprio Executivo – num território estratégico da Direita, em pleno momento de crise naqueles partidos.

O valor do abono dependerá dos rendimentos. Chegará, no caso das famílias mais carenciadas, a 130,62 euros ao mês, ou seja, a 784 euros para cada casal ao fim dos seis meses- num universo que andará perto das 30 mil famílias ao ano. Contas feitas, será um terço do que passou a ser dado pelo Governo espanhol, mas para todas as famílias, 2500 euros.

Ler artigo completo (JN) 

Hmmm… medidas poderosas de incentivo à natalidade? (…) criar as condições para as famílias terem os filhos que ambicionam e podem ter? É de mim, ou 130,00€ mês durante 6 meses não é um verdadeiro incentivo? É que, pelo que me tenho apercebido, tudo o que envolve a chegada de um bebé sai muito mais caro? É claro que é melhor que nada, e há que começar por algum lado… Mas outra questão: incentivar as famílias mais carenciadas a ter mais filhos? Para quê? Para que elas continuem mais carenciadas??? E porque não incentivar casais com um rendimento mais elevado, (1.500,00€ – 2.500,00€) que à partida, e em teoria, têm capacidade para oferecer uma melhor qualidade de vida aos seus bebés, mas que têm dificuldades em decidir ter um segundo ou terceiro filhos para não sacrificar essa qualidade de vida, que é tão benéfica para o Estado, dado que estimula a economia!

E que tal medidas de protecção à maternidade nos locais de trabalho que efectivamente funcionassem para que neste país uma grávida não fosse despedida simplesmente porque está grávida? Incentivar as empresas a contratarem mulheres com filhos e família, para que não se tornasse o maior problema do mundo a descoberta de uma gravidez.

E aumentar a licença de maternidade, de modo a que a mãe pudesse acompanhar o filhote pelo menos durante 6 meses? E regulamentar a especulação de preços das creches e infantários?

Creio que o incentivo à maternidade passa por muito mais que subsídios…

Jul
19

E a Espanha, aqui tão longe

Posted by mae.eu under artigo, coisas várias

O primeiro-ministro espanhol anunciou a instituição de um subsídio de nascimento de 2500 Eur, em linha do que tem vindo a ser praticado na esmagadora maioria dos países europeus, cada vez mais preocupados, com razão, com a reduzida taxa de natalidade.

Recorde-se que, em Espanha, a taxa de natalidade já é crescente, mas, por estar longe dos desejáveis 2.1 filhos por casal, o governo viu-se na necessidade de aumentar os apoios às famílias com filhos, conforme tem vindo a ser insistentemente lembrado pela Comissão Europeia.

Por cá, sucede precisamente o contrário, apesar de Portugal ser dos raros países europeus com taxa de natalidade decrescente. Os resultados de 2006, ainda não divulgados pelo INE, irão apresentar o resultado do agravamento da política anti-natalista por parte deste governo que, não satisfeito, recentemente anunciou o aumento das taxas moderadoras para crianças até aos 12 anos, e isenção das mesmas taxas para as mulheres que abortam!

(…)

3 de Julho de 2007

Fonte: Associação Portuguesa de Famílias Numerosas

É este o país que temos…. :(

Hoje na TVI passou uma reportagem acerca das condições da maternidade em Portugal. Segundo a reportagem, somos o único país da União Europeia em que as mulheres, após terem os seus bebés, tomam, elas próprias, a iniciativa de regressarem ao trabalho. Todas, com certeza, conhecemos casos de mães que regressam ao trabalho mesmo antes do fim da licença de maternidade. Já para não falar nos casos de grávidas que são despedidas pelo simples facto de estarem grávidas. É incrível que num país em que se apregoa a necessidade de haver mais bebés, em que se está sempre a mencionar a necessidade de aumentar a taxa de natalidade, em que se prevê que daqui a uns anos, cada contribuinte terá que suportar não sei quantos reformados, não se aposte a sério em leis de protecção e incentivo à maternidade. Não se seguem os exemplos de outros países em que foram adoptadas políticas que permitem às mães acompanharem os seus bebés pelo menos nos primeiros 6 meses de vida, essenciais ao bom desenvolvimento da criança. Cá, temos direito a 5 meses de licença de maternidade com remuneração a 80%, numa altura em que as despesas aumentam… Para se receber a 100% há que sacrificar um mês, e usufruir apenas 4… E ainda se ouve… “4 meses é muito tempo! Nem vais saber o que fazer tanto tempo em casa!” E vá lá que criaram a licença parental, para o pai também poder acompanhar a mãe (são 5 dias + 15 dias remunerados).

Esta é uma questão de mentalidades e sua mudança. O acompanhamento na primeira infância é encarado como algo pouco necessário, podendo a mãe perfeitamente deixar o seu bebé aos cuidados de terceiros – avós quando tem sorte, desconhecidos quando não tem. No caso de ter de recorrer a creches e amas, o esforço financeiro é enorme e variável segundo a localização geográfica. Pelo que me tenho apercebido, em Lisboa os valores rondam os 400€ numa creche! Alguém me explica como um casal de classe média consegue suportar a despesa? Claro que o casal “normal”, não pode nem pensar em ter mais que um filho! Sou de opinião que o nosso país precisa de uma revolução a este nível, uma Lavagem Cerebral a nível político e de entidades patronais, para que seja reconhecido o importante papel da maternidade e do acompanhamento das crianças nos seus primeiros meses de vida.

Para quem ainda não tem noção dos seus direitos:
http://www.cite.gov.pt/cite/Protcmat.htm
http://www.seg-social.pt/

Neste site podem investigar o que se passa noutros países:
EURES

E a notícia na SIC: “Mães portuguesas abdicam de direitos

Para todas mamãs exercitar a musculatura do períneo é uma das tarefas de preparação para o parto! Um períneo fortalecido irá ajudar a suportar todo o peso acrescido dos nossos babys e na recuperação pós-parto, sendo um auxílio precioso na prevenção da incontinência urinária!

musculatura do períneo

Durante a gestação, a musculatura do períneo sofre um prolongado teste de resistência ao sustentar, além dos órgãos pélvicos, o bebé, o novo útero e todos os demais anexos embrionários (placenta, cordão umbilical, etc). Normalmente este aumento deve ser de 11 Kg, mas muitas vezes chega a chegar ou ultrapassar os 20 Kg!

Neste período, um períneo bem fortalecido oferece um apoio maior ao útero, o que reduz a pressão sobre a bexiga e diminui as dores lombares, especialmente nos últimos meses de gravidez. De forma semelhante, uma musculatura do períneo forte permite uma recuperação melhor e muito mais rápida no pós-parto. Recentemente, inúmeros estudos têm demonstrado que as lesões nesta musculatura são independentes do tipo de parto, mas estão ligadas directamente ao período expulsivo. Durante muito tempo pensou-se que a episiotomia era a melhor arma contra as distensões do períneo e uma das suas principais consequências: a incontinência. Ultimamente, com o passar do tempo, e diversos estudos, chegou-se à conclusão que essa intervenção não tem feito baixar o número de casos de incontinência e já se está a por em causa a eficácia deste procedimento que se tornou numa prática rotineira nos nossos hospitais.

A sexualidade e o períneo
Um dos aspectos mais importantes da recuperação pós parto é a “reconciliação” com o seu próprio corpo, especialmente com a zona genital. Depois do parto, o retorno da vagina às suas dimensões normais e consequentemente a qualidade das relações sexuais, está ligada à tonicidade do períneo.

Este é um dos benefícios, subtis e pouco abordados pelos médicos, da reeducação perineal, que é essencial depois de um parto.

Porquê exercitar?

Os exercícios de Kegel trazem inúmeros benefícios à mulher, resultantes do condicionamento da musculatura do períneo, que se distribuem igualmente tanto pela gravidez como no período pós-parto.

- À medida que exercita os músculos do pavimento pélvico vai aprender a controlar e mesmo relaxar os músculos vaginais, constituindo grande ajuda para o trabalho de parto e período expulsivo propriamente dito.

- Previnem a incontinência urinária de stress, definida como perda involuntária de urina, muitas vezes na sequência de acessos de tosse, espirros ou esforços físicos. Existem várias causas que contribuem para o compromisso da continência urinária, sendo uma das mais notáveis o parto, que pode resultar numa lesão neuromuscular esfincteriana do pavimento pélvico. De acordo com achados de estudos neurofisiológicos o stress mecânico sobre as fibras musculares induzido pelo parto por via vaginal é um dos principais factores responsáveis pela incontinência urinária em mulheres adultas. Neste contexto, os exercícios de Kegel ganham especial relevância, uma vez que auxiliam a restaurar o tónus e a força dos músculos pélvicos no puerpério.

- Melhoram a circulação sanguínea vaginal diminuindo o tempo de cicatrização de lesões no períneo.

- Potenciam o prazer das relações sexuais pós-parto.

- Previnem o prolapso uterino, cistocelo e rectocelo (protusão do útero, bexiga e recto para o exterior, respectivamente)

Como exercitar?

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