Ontem fomos ter com um casal de amigos que têm uma menina com 1 ano e meio. Foi muito engraçado ver a interacção das duas: brincaram, jogaram à bola, correram…
Ficam duas situações:
As cabras – a compaixão
Na casa dos nossos amigos há cabras anãs. As cabras são animais um pouco ariscos e pouco dados a grandes festas, embora venham comer à mão. Havia cabrinhas bebés que o Pai achou que a Maria deveria querer pegar numa. Depois de muito correr atrás dos bichos, lá conseguiu apanhar uma. A cabrinha começou a berrar desalmadamente de desespero por ter sido agarrada. Quando ouviu, a Maria começou quase a chorar e a gritar:
- PAI!! Larga a cabrita!! ELA NÃO QUER! LARGA! LARGA!!!!!!!
- Mas Maria, é para tu fazeres festinhas!
- NÃO!!!! ELA NÃO QUER! Larga a cabrita! Larga!
E o Pai lá teve de deixar a cabrinha ir embora. Assim que a cabrinha fugiu, a Maria disse, com o dedo em riste:
- Pai! A cabrita não gosta de carinho! Não podes agrarrar as cabritas! Fosga-se!
Fiquei impressionada com a empatia e a compaixão que ela demonstrou com os animais.
O cavalinho – a partilha
Na casa dos nossos amigos há um cavalinho de brincar. A Maria começou a brincar com ele e como é normal a M. começou a
choramingar a dizer que era dela. A Maria chegou perto dela e disse:
- Agora é a Maria. Primeiro a Maria.
A M. ficou a choramingar, e a Maria seguiu o seu caminho a cavalgar o cavalinho. Quando chegou ao fim da sua “pista”, desmontou e disse:
- M.! Anda! Agora a Maria empresta!
E sentou-se à espera que a M. andasse também, e ao mesmo tempo ia explicando:
- É uma de cada vez!



