Já em Novembro falei aqui no blog dos meus vizinhos. Hoje aconteceu mais um episódio digno de registo. Quem é visita habitual aqui no coisasdemae, sabe que a Maria está doente com uma otite bilateral, o que dá origem a dores de ouvidos e febre alta. As noites não têm sido nada fáceis e a noite passada foi complicada. Ela esteve acordada entre as 5 e as 7 a chorar de desconforto. Não tinha febre mas devia estar com dores nos ouvidos o que lhe dificultava o dormir, e por isso estava super irritada, e consequentemente chorava. Fizemos de tudo para a acalmar, e nem a maminha funcionou porque ela virava a cara. Ou seja, tivemos mesmo que esperar que adormecesse, brincando com ela e tentando que ela se distraísse. Ao fim de duas horas adormeceu de cansaço. Hoje, às 23:00 (!!!), a campaínha cá de casa tocou. Era a vizinha. O Pai foi atender.
- Ah, boa noite… Sabe, eu não quero que levem a mal… Mas esta noite a bebé chorou tanto… E era um choro tão aflitivo… Que nós até nos estávamos a sentir mal… – diz ela.
- Pois é que está com um otite… – responde o Pai.
- Ui, isso realmente doi muito. A minha mais nova também já teve! Mas sabe o que é… É que quando voltar a acontecer, podiam trazer a bebé aqui para dentro, porque se ouve muito lá dentro…
- ???
- Eu sei o que é ter filhos doentes… O meu mais velho teve até meningite, mas já era grande! Não me levem a mal… Mas era um choro aflitivo, e nós nem conseguimos dormir…
Nós respondemos que provavelmente esta noite seria mais calma. E a conversa ficou por aqui. Nós não quisemos ser mais rudes, e mandar a senhora abaixo de Braga. mas foi muito inconveniente. Primeiro vir tocar à campainha de uma casa com bebé às 11 horas da noite. Depois queixar-se do choro, quando se podem contar pelos dedos das mãos as noites em que a Maria chorou. Estes meus vizinhos (com 3 filhos) são inconvenientes, desagradáveis e totalmente desajustados da realidade. Deveriam ir morar para o meio do monte com os grilos por companhia, dado que a vida em sociedade parece ser tão complicada para eles…
Arre, que é preciso paciência!



