O ano de 2006 terminava com uma bela viagem ao Brasil: muito sol, muito calor e muito boa disposição! O ano de 2007 começava com um enorme sentimento de que este ia ser o ano mais diferente de toda a minha vida: queria emagrecer 7kgs, trabalhar ainda mais com objectivos muito bem definidos e no final do ano regressar novamente ao Brasil. A boa disposição imperava e um clima muito positivo parecia que emanava de mim. Nem me passava pela cabeça a possibilidade de que sim, de facto o ano iria ser muito diferente mas não pelos motivos que eu imaginava…
Não estava nos nossos planos ter filhos para já. Queríamos adquirir uma certa estabilidade económica, viajar e estar “mais à larga” em termos financeiros. O orçamento estimado para o ano de 2007 contemplava um novo PC – topo de gama de preferência – a referida viagem ao Brasil e terminar a decoração da casa. Era nossa ideia “encomendar” o primeiro rebento só daqui a uns dois anos (depois dos 30). Contudo, o destino pregou-nos uma partida!
Há cerca de um ano tive de deixar de tomar contraceptivos orais devido aos nefastos efeitos secundários que me estavam a causar, nomeadamente infecções urinárias recorrentes. Garanto-vos que esta experiência é mesmo muito má!
Segundo as estatísticas, um casal que não utilize contraceptivos orais, normalmente leva cerca de um ano a engravidar, mesmo com muitos cuidados. E connosco aconteceu… sem planear… sem pensar…
Comecei a desconfiar de que algo “anormal” se passava quando o meu período insistia em não vir. A princípio não liguei, pois quando não tomo a pílula fico com o ciclo totalmente desregulado, chegando a ter ciclos de 35 dias. E como o peito me doía como de costume, não liguei. Mas os dias passavam, o período não vinha, o peito doía e ao mesmo tempo crescia! Isso não era normal!! Fui à net ler sobre: sintomas de gravidez – mas não, não podia ser “Não estou com enjoos nem com vontade de urinar mais frequentemente” – pensava eu – “Não estou grávida.” Mas a dúvida persistia. Comentei com o Pai que imediatamente ficou radiante com a possibilidade. Eu, no entanto estava muito receosa…
Até que no dia 22 de Janeiro me resolvi a fazer o teste e a acabar com as interrogações. Na hora do almoço fomos à farmácia e comprámos o teste. Depois de comermos lá fui à “casinha” fazer o xixi, que saiu às pinguinhas e aguardar 5 minutos. Foram os 5 minutos mais longos da minha vida – “não pode ser, não é para agora, não pode ser…”. Mas foi! Timidamente lá apareceram as duas linhinhas cor-de-rosa no teste. “Estou grávida. E agora?”
À minha cabeça vieram todas as questões:
- “Como vais ser agora? Todos os nossos planos vão por água abaixo…”
- “Temos condição financeira para receber o bebé?”
- “Como vai ser a nível de trabalho? Logo este ano com o grande projecto”
Todas as incertezas, dúvidas, questões surgiram em catadupa e naquela segunda-feira o meu cérebro ficou em água. À noite fiz outro teste, não fosse o primeiro estar enganado. É claro que eu já sabia que não era possível esse erro… mas só foi o confirmar de uma certeza.
A semana continuou e quem esteve sempre pronta para me ouvir foi a minha amiga AT que muito me apoiou e de deu força para superar as minhas preocupações. Para ela um beijo muito grande de carinho e agradecimento pela força
Obrigada amiga!